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8.7.03

Companhias Majestáticas - II 
Nos territórios coloniais portugueses a mais emblemática das companhias majestáticas foi, até pela sua perdurabilidade, a Companhia de Moçambique. Companhias majestáticas, assim se designavam as empresas de capital privado a que eram atribuídos poderes alargados sobre vastíssimas concessões territoriais nas colónias. A alienação detinha-se, apenas, na bandeira nacional, uma vez que as companhias majestáticas regulamentavam quase todos os outros aspectos da gestão dos territórios concessionados, como a cunhagem de moeda, a emissão de franquias postais e a colecta de impostos.
Em 1878 Joaquim Carlos Paiva de Andrada, senhor, entre outros, do grande prazo do Luabo, funda uma designada Société des Fondateurs de la Compagnie Générale du Zambeze, empreendimento que não foi além da escritura em notário. Melhor sorte parece ter tido a Companhia do Ophir, fundada pelo mesmo tenente-coronel Paiva de Andrada em 1884, empresa a que foram concessionadas as terras de Manica e do Quiteve. De todo o modo, a Companhia do Ophir, quer pela sua dimensão quer pelos poderes que estavam atribuídos (pouco mais que a exploração dos recursos naturais e colecta de impostos) não pode ser considerada uma companhia majestática. De alguma forma, poder-se-á dizer que estas primeiras empresas coloniais se constituíram num processo de transição entre o regime dos prazos, que então agonizava, e as novas plenipotenciárias companhias majestáticas.

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