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12.7.03

O «Mafambissa» 
Joaquim Carlos Paiva de Andrada nasceu em Lisboa em 1845 e morreu em Paris, em 1928. Militar de carreira, na especialidade de artilharia, chegou a Moçambique já no posto de tenente-coronel. Organizou e comandou várias expedições de reconhecimento e de ocupação entre os territórios de Manica e da Zambézia, durante a década de 80 do século XIX, tendo sido responsável pelo reconhecimento da foz do rio Pungué. Fazendo o levantamento das terras circundantes, cedo se apercebeu da importância estratégica da região como tampão aos avanços dos interesses britânicos, então corporizados na empresa de Cecil Rhodes. Supõe-se que as explorações de Paiva de Andrada para o interior de Manica e Sofala, subindo o curso do Pungué, poderão ter sido decisivas na determinação do governo britânico em avançar com o ultimato de 1890. Deve-se a Paiva de Andrada a iniciativa, em 1884, da instalação de uma guarnição militar na foz do rio Pungué e, no ano seguinte, a construção, no mesmo local, de um porto. Nascia, assim, a cidade da Beira, futura sede administrativa da majestática «Companhia de Moçambique», que ajudaria a fundar, em 1888, e de que foi activo promotor. O seu carácter empreendedor e enérgico foi, de algum modo, reconhecido pelas populações locais que o alcunharam de Mafambissa, o que nos dialectos shona-karanga da região significa «homem que não pára, que anda depressa, que anda sempre».

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