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6.9.04

Os Álbuns de Santos Rufino - 8: a «cidade alta» vista do Polana 

«Lourenço Marques: vista tiráda do terráço do Polana Hotel», em João dos Santos Rufino, Álbuns Fotográficos e Descritivos da Colónia de Moçambique, vol. I («Lourenço Marques. Panoramas da Cidade»), Lourenço Marques, 1929 [recorte de fotografia panorâmica].
Só em 1895 é que a Alta Maxaquene, a Ponta Vermelha e a Polana são integradas na cidade. Poucos anos depois a sede do Governo Geral transferir-se-ia para a Ponta Vermelha. Como refere Maria Clara Mendes em Maputo antes da Independência. Geografia de uma cidade colonial [Lisboa, Instituto de Investigação Científica Tropical, 1985, p. 92], em 1925 «a cidade esboçava já a fisionomia actual do seu núcleo central ... o desenvolvimento da cidade foi mais intenso na parte ocidental [nos bairros Baixa e Central], onde a densidade de superfície construída era mais elevada, enquanto que a Polana, Ponta Vermelha e Alta Maxaquene, embora mostrando algumas alterações não evidenciaram forte ritmo de crescimento. Apesar disto, estes três bairros constituíam a zona da cidade onde os jardins tornavam mais agradáveis as áreas habitacionais».
Os bairros da Ponta Vermelha e Polana, logo que foram integrados na cidade e desde que a sede do Governo Geral para aí se mudou, passaram a ser ocupados, essencialmente, por estrangeiros e funcionários superiores da administração colonial. Mesmo assim, e não obstante os esforços de urbanização promovidos pelo governo local, e que no início da década de 20 já se estendia à zona de Sommerschield, eram ainda áreas de habitação muito dispersa, entrecortadas por mato. De resto Alexandre Lobato refere em História do Presídio de Lourenço Marques, 1787-1799 [Lisboa, Junta de Investigações do Ultramar, 1960, p. 152] que à data do início da instalação do Hotel Polana, em 1922, este estava a ser construído «no meio do mato».

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