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6.12.04

Os Álbuns de Santos Rufino - 21: as locomotivas dos C.F.L.M. 

«O Depósito de Máquinas dos C.F.L.M.», em João dos Santos Rufino, Álbuns Fotográficos e Descritivos da Colónia de Moçambique, vol. II («Lourenço Marques. Edifícios públicos, porto, caminhos de ferro, etc.»), Lourenço Marques, 1929.



«Pláca giratória para inversão de máquinas dos C.F.L.M.», em João dos Santos Rufino, Álbuns Fotográficos e Descritivos da Colónia de Moçambique, vol. II («Lourenço Marques. Edifícios públicos, porto, caminhos de ferro, etc.»), Lourenço Marques, 1929.



«Estas duas fotografias fórmam um comboio, com material destinádo ás minas do Rand», em João dos Santos Rufino, Álbuns Fotográficos e Descritivos da Colónia de Moçambique, vol. II («Lourenço Marques. Edifícios públicos, porto, caminhos de ferro, etc.»), Lourenço Marques, 1929.


Escrevemos algures que durante toda a primeira metade do século XX o sul de Moçambique se especializou na prestação de serviços à África do Sul e às suas minas de ouro e diamantes no Rand. Enquanto o norte da colónia era entregue, no último quartel de Oitocentos, à concessão das companhias majestáticas (nas condições já aqui descritas), o sul prestava dois serviços à África do Sul: fornecia contingentes de mão-de-obra barata para as minas; vendia serviços portuários e ferroviários para a província do Transvaal. A situação geográfica de Lourenço Marques, a poucas dezenas de quilómetros da fronteira com a África do Sul, e, sobretudo, as excelentes condições naturais de acostagem na baía de Lourenço Marques, tinham tornado o seu porto muito concorrencial face aos portos sul-africanos, como por exemplo Durban. Só assim se explica a explosão urbanística de Lourenço Marques em pouco mais de 25 anos, aquele lugar infecto e pantanoso, glosando as palavras de António Enes em 1895, onde se alinhavam meia-dúzia de casebres em torno de um fortim militar, sempre acossado pela hostilidade das «tribos cafres» vizinhas.

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