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21.12.04

Os Álbuns de Santos Rufino - 32: a Associação Chinesa. 

«O Pagode Chinêz», em João dos Santos Rufino, Álbuns Fotográficos e Descritivos da Colónia de Moçambique, vol. III («Lourenço Marques. Aspectos da cidade, vida comercial, praia da Polana, etc.»), Lourenço Marques, 1929.

Pouco se sabe sobre a mais fechada e discreta das comunidades residentes no Moçambique colonial. O único estudo sobre a comunidade chinesa levado a efeito nos tempos coloniais é o de D. J. Rebelo, «Chinese extraction group in Mozambique» [1970, Boletim da Sociedadede Estudos de Moçambique, 39:133-141]. Por aí e pelos censos conhecidos ficamos a saber que 1894 viviam em Lourenço Marques 36 adultos homens, uma mulher e duas crianças chinesas (representando apenas 3,68 % da população « civilizada »). Em 1912, com a expansão da malha urbana, cidade e subúrbios contavam com 550 homens e 23 mulheres chineses. Depois dessa data o seu número oscilou bastante: em 1928, Lourenço Marques tinha 314 chineses, em 1935 este número voltou a subir para 483 e em 1940 chegou a 570 indivíduos.
O «Pagode Chinez (Associação Chineza)» foi fundado em 1903, mas reconhecido oficialmente pelo governo colonial somente em 1924. O Pagode tinha como objectivos promover a educação, a organização de festas, bailes e jogos e a assistência social aos membros necessitados em caso de desemprego, doença, invalidez e morte. Anexo ao edifício do Pagode existia um templo dedicado a Buda, edificação quadrangular de madeira e zinco. Finalmente, em 1938 fundou-se a Escola Chinesa, para providenciar ensino primário em chinês e português às crianças da comunidade, instalada em anexo do Pagode.

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