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30.12.04

Os Álbuns de Santos Rufino - 37: os Teatros da cidade. 

«Teatro Gil Vicente: uma popular casa de espectáculos genuinamente portuguêsa», em João dos Santos Rufino, Álbuns Fotográficos e Descritivos da Colónia de Moçambique, vol. III («Lourenço Marques. Aspectos da cidade, vida comercial, praia da Polana, etc.»), Lourenço Marques, 1929.



«Teatro Varietá: propriedade de um colóno italiano, é a casa de espectáculos especialmente frequentada pelo elemento estrangeiro da cidade», em João dos Santos Rufino, Álbuns Fotográficos e Descritivos da Colónia de Moçambique, vol. III («Lourenço Marques. Aspectos da cidade, vida comercial, praia da Polana, etc.»), Lourenço Marques, 1929.

Quando a percentagem de estrangeiros na capital da colónia ainda era muito elevada, a própria vida cultural parecia dividir-se entre a dos nacionais e a dos «outros». O Estado Novo, então nascente, encarregar-se-ia de «nacionalizar» as diversas afirmações culturais «estrangeiras», até porque o número de nacionais foi aumentando anos após ano. O «Acto Colonial» de 1933, principal disposição legislativa do Estado Novo para as colónias, determinou em várias partes do seu articulado a «nacionalização» das colónias. No seu estilo frontal e eloquente, Bernardino Machado, o presidente da República deposto pelo golpe militar de 1926, desmascara-o em breves palavras:
«O Acto Colonial é um arremesso de xenofobia teatral. Salazar, para melhor espoliar das suas regalias as colónias, centralizando-as, simula querer também coibir as cobiças de estranhos que pairam sobre elas. Temos o inimigo à porta ! Só pela centralização colonial nos defenderemos dele! — clama», [1930, O Acto Colonial da Ditadura, p. 17].

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